PESQUISA ÍNDICE DE EXPECTATIVAS DOS ESPECIALISTAS EM ECONOMIA
O Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce) e a Fecomércio-Ce, em parceria, divulgam a septuagésima segunda edição da pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE). A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período março-abril as expectativas de 89 especialistas em economia.
A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.
A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. O número de variáveis analisadas com otimismo foi o mesmo da pesquisa anterior, quatro: nível de emprego (120,8 pontos), evolução do PIB (116,7 pontos), oferta de crédito (110,4 pontos) e salários reais (102,1 pontos).
O número de variáveis percebidas com pessimismo foi o mesmo da pesquisa anterior, cinco: taxa de juros (97,9 pontos), cenário internacional (83,3 pontos), taxa de câmbio (81,3 pontos), taxa de inflação (70,8 pontos) e gastos públicos (25,0 pontos).
Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 91,5 pontos para 89,8 pontos, uma elevação de 1,8% no pessimismo em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa revela uma redução de 1,3% no pessimismo, com a pontuação passando de 92,7 pontos para 94,0 pontos. Ademais, vale salientar que a percepção sobre o desempenho presente apresentou elevação de 5,1% no pessimismo, atingindo 85,6 pontos.
Cabe destacar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.
A pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) revela, na sua septuagésima segunda edição, que o número de variáveis analisadas com otimismo foi o mesmo da pesquisa anterior, quatro. Os índices de percepção geral (89,8 pontos), de percepção futura (94,0 pontos) e de percepção presente (85,6 pontos) permanecem na zona do pessimismo.








